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Microsoft descobre vulnerabilidades críticas no bootloader através de IA

A ferramenta Security Copilot permitiu à Microsoft sinalizar mais de 20 vulnerabilidades em conhecidos bootloaders de open-source

02/04/2025

Microsoft descobre vulnerabilidades críticas no bootloader através de IA

As equipas de threat intelligence da Microsoft recorreram às tecnologias de Inteligência Artificial (IA) para descobrir vulnerabilidades de segurança em conhecidos bootloaders de open-source, incluindo GRUB2, U-boot e Barebox.

Foram identificadas, pelo menos, 20 vulnerabilidades críticas nestes bootloaders, em sistemas UEFI Secure Boot e em dispositivos IoT. As falhas em causa podem expor os sistemas a ataques sofisticados e comprometer os dispositivos ainda antes de iniciar os sistemas operativos e têm impacto em milhares de sistemas Linux e dispositivos embedded que dependem destes bootloaders para iniciar hardware e carregar sistemas operativos.

“As vulnerabilidades encontradas no bootloader GRUB2 (comumente usado como bootloader Linux) e nos bootloaders U-boot e Barebox (comumente usados para sistemas embedded) podem permitir que os agentes de ameaças obtenham e executem código arbitrário”, confirma a Microsoft.

Com recurso à ferramenta de inteligência artificial Security Copilot, o projeto de investigação, que combinou análise de código estático, fuzzing e prompts AI-driven, permitiu à equipa de investigadores poupar tempo e recursos. Através da ferramenta de IA foi possível sinalizar problemas e identificar vulnerabilidades específicas em risco de serem exploradas.

“O Copilot ajudou também a encontrar padrões semelhantes noutros arquivos, garantindo cobertura abrangente e validação das descobertas da nossa equipa. Este processo eficiente permitiu-nos confirmar várias vulnerabilidades adicionais e expandir a nossa análise a outros bootloaders como o U-boot e o Barebox, que partilham código com o GRUB2”, revela a empresa.

Se por um lado a exploração das vulnerabilidades do U-boot ou do Barebox exigem o acesso a dispositivos físicos, por outro lado, e no caso do GRUB2, as vulnerabilidades podem ser exploradas ao ignorar o Secure Boot e instalar bootkits furtivos ou ignorando outros mecanismos de segurança, como é o caso do BitLocker.

Os administradores de sistemas são aconselhados a aplicar as correções urgentes lançadas pelos bootloader maintainers em resposta à descoberta da Microsoft.

No caso dos sistemas que não podem ser atualizados de imediato, a Microsoft recomenda a implementação de medidas de segurança física para restringir o acesso e mitigar, assim, o risco de exploração.


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